É curioso o mundo de Divergente. Logo nos minutos iniciais, Tris ( Shailene Woodley ) explica direitinho ao espetador que, em um futuro não muito distante, a cidade de Chicago está destruída e os moradores foram separados em fações, de acordo com as suas qualidades e escolhas. Como ocorreu esta separação ? Ninguém protestou no início ? O que havia antes da divisão ? Por que estas cinco fações e não outras ? O sistema de divisão dá conta de profissões como Agricultores ( Amizade), Advogados ( Erudição ) e guardas ( Audácia ). Mas onde ficam os médicos e os artistas ? O que fazem aqueles da franqueza ? Não se sabe.
O campo onde mora este grupo funciona como uma espécie de treinamento militar extremo, baseando-se na ideia de que os fracos merecem, no melhor dos casos, a exclusão, e no pior dos casos, a morte. O governo em Divergente é afeito a práticas nazi-fascistas talvez por isso Kate Winslet, a vilã da história, tenha-se definido como uma "Hitler Feminina". No entanto, não se deseja purificar o povo pela, imposição da raça ariana, e pela, máxima produtividade e pela aversão à "natureza humana", a líder pretende excluir ciúme, inveja e outras fraquezas humanas para criar um exército de robôs-zombies sem subjetividade.
Comercialmente, é difícil não associar Divergente a outras franquias infanto-juvenis de sucesso, como Twilight Saga e The Hunger Games, por serem adaptações literárias e buscar o público-alvo. Como Twilight Saga, este filme tem comum a defesa da abstincência sexual ( Tris evita o sexo, e um dos seus maiores medos, revelado em público, é de ser estupurada pelo homem que ama ), e de The Hunger Games retira-se a estrutura de jovens que lutam entre si para selecionar os mais fortes para impor uma lógica de circo, no caso da história de Katniss, e por autoimposição dos próprios jovens no caso de Audácia. Os dois governos são tirânicos mas o de Divergente parece mais preverso, já que os próprios moradores assimilaram as regras e passaram a reproduzir por conta própria a lógica do extermínio.
Mesmo assim, Divergente diverte com as boas cenas de ação, parkour e com o aumento gradual da dificuldade que Tris deve enfrentar. Também vale destacar o romance simples e paternal da protagonista do filme como líder Quatro, sem excessivas cenas de amor. Apesar do contexto esparso e do visual fraco, o filme conseguiu cumprir os dois maiores desejos que tinha pela frente: incluir o máximo de história possível no roteiro, para agradar os fãs do livro, e explicar as mínimas bases da história, para agradar as pessoas, que ainda não conhecem a obra de Veronica Roth.
Daniel Castro, nº11
;)
ResponderEliminarGosto muito...
ResponderEliminarMuito Bom Msm :D
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